Ar-condicionado: modelos e formas de instalar

É preciso enfrentar uma reforma para a instalação do aparelho. Mas quem já passou por ela garante que não dá mais para viver sem o ar geladinho nos dias abafados.

*Matéria publicada em Casa Claudia #617 – Janeiro de 2013

Segundo dados da Organização Meteorológica Mundial, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), 2012 foi o ano mais quente da história. Em algumas cidades do Brasil, como Corumbá, MS, não é raro a temperatura chegar a 44 ºC com sensação térmica de 50 ºC. Com tanto calor, o ar-condicionado deixou de ser um luxo para virar mais um eletrodoméstico essencial na casa. Se você não o tem e mora em um imóvel que não foi preparado para a instalação, precisará encarar uma reforma – maior ou menor, dependendo de vários fatores, como o tamanho dos ambientes e o caminho que a tubulação para o gás refrigerante terá que percorrer. Atualmente, o modelo mais usado é o split, respondendo por 65% do mercado, de acordo com informações da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava). “O split é fácil de instalar e mais silencioso que o modelo de janela. E bem mais barato que um sistema de ar condicionado central”, explica a arquiteta Consuelo Jorge. Seu grande benefício está mesmo na diminuição do ruído: por ser dividido em duas unidades, ele permite instalar a máquina condensadora (na qual fca o compressor, o causador do barulho) na lavanderia ou na varanda, bem longe de quartos, sala e cozinha, que fcarão fresquinhos ao receber o ar soprado pela parte evaporadora do aparelho.

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Clima bom e silêncio

Neste apartamento, no Rio de Janeiro, havia um arcondicionado de janela, que incomodava o morador porque fazia muito barulho. Para resolver o problema, o arquiteto Fábio Cardoso, sócio de Alexandre Lobo na AF Arquitetura, indicou um split e acomodou a unidade condensadora na lavanderia. A reforma não foi das mais fáceis: a tubulação não poderia passar pela parede devido a portas e pilares e nem pelo piso original de tacos, que o proprietário não tinha a menor intenção de trocar. “A solução foi criar uma viga falsa no teto, com o mesmo desenho das vigas existentes ( foto menor), para acomodar a tubulação e o ponto de dreno”, explica o arquiteto. Outro problema foi a falta de um ralo próximo para o dreno escoar a água, que acabou sendo jogada na tubulação do antigo ar-condicionado, junto à janela. “Contar com um ralo vizinho ao dreno ajuda muito, pois diminui o tamanho da reforma. É fundamental que ele tenha um bom caimento para evitar o retorno da água e um eventual vazamento”, explica Fábio.

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Infraestrutura preparada

Em apartamentos novos, os elementos para a instalação do ar-condicionado costumam vir prontos: tubulação, pontos de dreno e de energia elétrica, além da chamada varanda técnica, uma espécie de laje externa para abrigar a condensadora. Foi o caso deste home theater, assinado por Andrea Bugarib, Betina Barcellos e Karina Salgado, da Inhouse: a tubulação do ar passou pelo forro de gesso e o dreno foi alojado no ralo do lavabo vizinho (veja planta). No caso de apartamentos antigos ou sem varanda técnica, a unidade externa precisa ser alocada na área de serviço ou no terraço, locais que concentrarão o barulho. “Se quiser camufar a unidade condensadora nesses espaços, recorra a um biombo ou painel ripado, que mantêm a ventilação do aparelho”, sugere Karina.

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Vários modelos também aquecem

É no verão que as vendas de ar-condicionado disparam e pouca gente se dá conta de que o equipamento também é uma opção para aquecer a casa no frio. “Basta escolher um aparelho frio/quente, que, em média, é 100 reais mais caro do que a versão só fria do mesmo modelo”, diz Sandro Suda, diretor comercial do fabricante Komeco. Em cidades como Porto Alegre e São Paulo, que têm verão quente e inverno bem frio, o aparelho pode ser aproveitado quase o ano inteiro. Antes da compra, verifique ainda a potência do equipamento, dada em btus (sigla em inglês de Unidade Inglesa de Temperatura). Quanto mais alto o número, maior é a potência. Em linhas gerais, são necessárias 600 btus para resfriar uma área de 1 m². Ou seja, um quarto de 20 m² exige um aparelho de 12 mil btus.

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*Matéria publicada em Casa Claudia #617 – Janeiro de 2013

 

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