Conheça o apartamento de Ricardo Minelli em São Paulo

Morando na altura da copa das árvores, o arquiteto Ricardo Minelli vive outra realidade da frenética São Paulo. Em seu apartamento, na Vila Nova Conceição, não se escutam buzinas – tampouco se vê poluição.

Foram três anos para encontrar o lugar certo e mais dois anos para deixá-lo perfeito. Quando as portas do elevador se abrem para a sala deste apartamento no quarto andar, imediatamente se percebe que a espera valeu a pena. A varanda longilínea, abraçada por frondosos jequitibás e figueiras, cria um pano de fundo delicioso, acolhendo com luz filtrada os ambientes do living. “Eu queria morar perto do meu escritório, por isso revirei a Vila Nova Conceição até achar algo que me agradasse”, lembra Ricardo Minelli. O prédio dos anos 1980, assinado por Alberto Botti e Marc Rubin, com sua fachada típica de tijolinhos escuros e concreto, o conquistou, mas foi preciso paciência para aguardar que alguma unidade entrasse em venda. Um dia, o quarto andar vagou e em menos de um mês Ricardo já estava com as chaves e dava início a uma megarreforma. “A intenção sempre foi comprar algo, pôr abaixo e adequar os espaços ao meu estilo de vida”, conta. Assim, das quatro suítes, sobraram apenas duas: uma para ele, outra para hóspedes. As demais ajudaram a aumentar as áreas do banheiro principal e da sala. “Integrando um dos antigos quartos ao living, consegui unir num único e amplo ambiente estar, jantar e home theater. Gosto da sensação de lugares abertos, sem fronteiras visuais. E aqui tudo fica ainda mais agradável com a vista da varanda, que, além de linda, filtra os barulhos e o ar poluído da cidade.” Apaixonado por gastronomia, o arquiteto também engendrou mudanças na cozinha. Para não se isolar dos convidados enquanto prepara seus pratos especiais, ele eliminou as paredes que separavam o ambiente da sala e instalou uma grande porta de correr, que dificilmente fica fechada. O lavabo deu lugar a uma cristaleira de alvenaria, voltada para a bancada de preparo dos alimentos. “O canto é um luxo, todo revestido de espelho. Ali ficam o meu arsenal de cozinheiro e uma miniadega, onde os amigos têm livre acesso para escolher as bebidas”, diz. Com janelas de ponta a ponta, o proprietário encontrou no parapeito da cozinha o lugar ideal para montar sua horta. Agora, é só esticar o braço para fora e colher fresquinhos os temperos das receitas. A personalidade da arquitetura de interiores se repete na decoração. Desenhada por Ricardo, a maior parte dos móveis veio de sua loja, a Érea. Numa gradação de tons de cinza, os espaços têm atmosfera masculina, mas nem de longe são sóbrios. “A luminosidade que invade meu apartamento deixa tudo muito suave. Sem prédios vizinhos, a luz entra à vontade por todos os cômodos, apenas bordada com a copa das árvores.”

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