Design na Galeria Johnson Trading, em Los Angeles

Com novos designers e boa produção contemporânea, a Galeria Johnson Trading foca talentos emergentes

Quando questionado sobre o porquê de fechar a Galeria Phurniture, especializada na comercialização de móveis de grandes nomes do século 20, para abrir a Galeria Johnson Trading, focada em talentos emergentes, o empresário Paul Johnson declara: “Quero que as pessoas invistam em designers jovens, que elas participem do início de uma carreira e, acima de tudo, saibam que os objetos têm um valor que vai além da funcionalidade”.

A escolha dos designers

 

O olhar crítico e o instinto de Paul se propuseram a analisar as ideias de talentos recentes de vários lugares do mundo e ele conseguiu assim formar um grupo eclético, cujos trabalhos vêm se destacando em feiras e exposições. A sede está situada em Nova York e, não por acaso, a localização escolhida para o novo showroom é o complexo comercial de JF Chen, amigo de longa data. Chen é procurado por arquitetos, decoradores e colecionadores devido a sua surpreendente oferta de antiguidades asiáticas, europeias e americanas e também por sua numerosa coleção de móveis modernos americanos da década de 1950, distribuídos pelos 15 mil m² dos pisos superiores. Só faltava mesmo um espaço dedicado ao design contemporâneo. Com a chegada da Johnson Trading, o prédio está mais completo.

Um dos destaques da galeria é o britânico Max Lamb. Em 2007, ele era um aluno prodígio do Royal College of Art, trabalhava para Tom Dixon e produzia banquetas feitas com uma mistura de estanho e chumbo, moldadas em panelas na sua casa. Paul ficou fascinado com o processo de criação do rapaz, que lidava com materiais brutos ecom técnicas primitivas de produção. Decidiu, então, representá-lo.

 

Participação na Design Miami

 

Este ano, na Design Miami Basel, o espaço da Galeria Johnson Trading apresentou uma de suas séries criadas com pedras brutas talhadas. “Uso blocos de granito natural com o mínimo de interferências e cortes possíveis para criar uma linha de mobiliário”, explica Max Lamb.

Alguns nomes tiveram a primeira coleção lançada pela Johnson, como os arquitetos Benjamin Aranda, Chris Lasch e Rafael de Cardenas. A dupla do escritório Aranda\Lasch se baseou em códigos algorítmicos para criar a série Modern Primitives, com itens feitos de alumínio e outros de borracha industrial e espuma pulverizada. Rafael de Cardenas começou sua carreira trabalhandona Calvin Klein e logo migrou para a arquitetura e para o design de interiores. Este ano, exibiu em uma mostra individual na galeria móveis geométricas com cores saturadas, e recebeu boas críticas.

O jovem designer coreano Kwangho Lee, por sua vez, criou luminárias, cadeiras, mesinhas e bancos feitos de um tricô de cabos e fios telefônicos, e usou uma técnica tradicional centenária de esmaltação de seu país – geralmente utilizada em pequenos utensílios domésticos e em joias – em móveis de cobre, conseguindo um efeito disforme.

Além das exposições individuais temporárias que enaltecem as peças, Paul financia as ideias trazidas pelos designers, o que garante maior liberdade para as criações. “Os preços variam entre o barato e o esotérico [pouco compreendido pelo comum dosnormais]”, brinca Paul, mas, “se o resultado final for uma peça rara e durável, a missão está cumprida”. Ali, é atribuído o elevado status de arte ao design.

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