Exposição em homenagem às obras de Julio Plaza vai até dezembro

Questionador da produção, mercado, autoria e tudo o que envolvia a arte, Julio Plaza foi também um estudioso das novas mídias. Para celebrar esse legado, a Galeria Marília Razuk, em São Paulo, promove uma exposição em homenagem ao artista.

Nascido em Madri, Julio Plaza chegou ao Brasil na década de 1960 e por aqui ficou até o fim da vida, em 2003. Sua obra é atualmente representada pela Galeria Marília Razuk, que, para homenageá-lo, organizou uma exposição que vai até o dia 20 de dezembro, passando pela 31ª Bienal de São Paulo. Poucas peças estarão à venda durante esse período para que o público possa conhecer ainda mais a trajetória do artista. “Seu pensamento mantém-se atual e pertinente e é nosso dever divulgá-lo e ir além dos preconceitos”, diz a galerista Marília Razuk. Figura importante na formação do cenário da arte contemporânea brasileira a partir dos anos 1970, Plaza teve seu primeiro contato com o país por meio de poetas concretistas, como Haroldo de Campos, Décio Pignatari e Augusto de Campos. Esse convívio deu origem aos livros Poemóbiles, Caixa Preta e Reduchamp. Como uma espécie de poesia visual, seu trabalho buscou equilibrar o verbal e o não verbal aplicando os princípios da semiótica. Além disso, teve uma produção artística ligada a pesquisas e reflexões, nas quais apresentava uma visão crítica sobre os rumos do mercado de arte do Brasil. Além da exposição na galeria, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) também comemora a história do artista com a mostra Julio Plaza – Indústria Poética.

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