Graça Bueno e os móveis modernos brasileiros

A empresária Graça Bueno há dez anos resgata o melhor do mobiliário moderno brasileiro.

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Se hoje nosso mobiliário modernista produzido a partir de 1940 é admirado e valorizado por estrangeiros e brasileiros, muito se deve à empresária Graça Bueno, proprietária da Passado Composto Século XX. No início, esse misto de loja e galeria apresentava mais peças escandinavas do que nacionais, mas em 2009, com a exposição Sempre Modernos, curada por Adélia Borges, o enfoque mudou. A mostra trouxe à luz a qualidade estética e técnica, a beleza e o valor cultural de ícones do mobiliário moderno brasileiro. Desde então, o acervo passou a privilegiar as criações de nomes consagrados, como Joaquim Tenreiro, Jean Gillon, Sergio Rodrigues e Jorge Zalszupin, além de peças produzidas em manufaturas, a exemplo de Branco & Preto e L’Atelier, entre outras. O trabalho de pesquisa para encontrar preciosidades e restaurá-las faz parte da rotina de Graça, que tem como clientes colecionadores de todo o mundo, entre eles Bono Vox, Mario Testino e Christian Louboutin. “Os clientes têm um gosto apurado pelo feito a mão, com madeiras raras, e querem peças com personalidade”, conta. Sua curiosidade estética surgiu na infância, com as inúmeras visitas a museus e a cidades históricas no Brasil e no mundo. “Morei na Inglaterra, Suíça e Alemanha por muitos anos, estudei história da arte e me especializei na Sotheby’s em artes decorativas”, diz. Quando sua mãe, Cida Santana, abriu o antiquário Passado Composto Clássico, em 1988, era Graça quem a ajudava a comprar as raridades europeias. E ao longo dos anos ela se apaixonou pelo legado do mobiliário moderno brasileiro. “Suas linhas são leves, sem rebuscamento, é muito bem executado e confortável. Todos os móveis parecem conversar entre si.” Tal mobiliário, que surgiu para dialogar com nossa arquitetura modernista, revela a importância do desenho original, simples e elegante, do esmero no acabamento, da beleza das proporções, da qualidade do material. Valorizar, preservar e resgatar essa memória é essencial para o design brasileiro.  

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