Tramas do Brasil: confira móveis e peças de artesanato trançadas

Elementos trançados rústicos e contemporâneos ocupam lugar de honra na decoração e reconfortam a alma.

O hábito de trançar fios existentes na natureza e transformá-los em utensílios acompanha nossa história desde antes do descobrimento do país. Séculos depois, esses elementos ainda têm lugar de honra na casa – não apenas em nome da mera praticidade mas também da pura beleza.

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Já faz séculos que índios ianomâmis, habitantes da fronteira de Roraima e do Amazonas com a Venezuela, trançam cipós para compor os cestos que ajudam a carregar banana, lenha e mandioca floresta adentro. O mesmo fazem os carajás, guaranis e outras tantas tribos pelo Brasil bem como os moradores dos sertões de Pernambuco e de vilarejos no interior do Tocantins. “O costume de tramar os próprios utensílios com os recursos que a natureza dá nasceu com a humanidade”, fala Maria Cecília Loschiavo dos Santos, professora de design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Gerado com base na necessidade, o gosto pelos elementos trançados acabou impresso em nossa memória afetiva e se transformou numa identidade nacional, como provam as criações de Joaquim Tenreiro (1906-1992), que reinventou a palhinha ao combiná- la com o jacarandá em móveis de traço moderno, e a mais nova geração de designers, a exemplo de Rodrigo Almeida, para quem a aposta na técnica tem uma justificativa irrefutável: “Ela é uma verdadeira aula de expressão e simplicidade”.

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