Último chance para conhecer a exposição Made By… Feito por Brasileiros

Além de visitar a mostra que reune 100 dos mais importantes nomes da cena artística atual,  não deixe de ver pela última vez um espaço que traduz parte da história de São Paulo.

O Hospital Umberto Primo, também conhecido como Hospital Matarazzo, tornou-se uma construção simbólica para São Paulo. Erguido em 1904 pelo empresário Francesco Matarazzo, a poucos metros da avenida Paulista, o lugar foi considerado referência no sistema de saúde, graças à sua estrutura imponente e ao desenvolvimento de pesquisas. Além disso, era empenhado em atender principalmente à colônia italiana que havia aportado por aqui. Tornou-se também um ícone arquitetônico da cidade, o que o levou a ser tombado pelos órgãos de preservação do patrimônio em 1986. Durante os 20 anos em que permaneceu fechado, recebeu apenas uma peça de teatro e poucas mostras de decoração e moda. Mas o tempo foi implacável e a beleza do conjunto do prédio de estilo neoclássico passou a ficar escondida entre rachaduras e paredes descascadas. Num futuro breve, o hospital será reformulado e vai ganhar um novo destino nas mãos da empresa francesa Groupe Allard, que ainda não divulgou detalhes do projeto em sua totalidade. O que se sabe é que o empreendimento contemplará, entre outras coisas, um Centro de Criatividade, onde haverá cinemas, estúdios, espaço para exposições e áreas dedicadas ao desenvolvimento de artesanato, moda e culinária. Além disso, o complexo vai passar por uma vivência inédita. Em uma área que ocupa 27 mil m², a mostra mostra Made by… Feito por Brasileiros, que conta com a participação de mais de 100 artistas da cena contemporânea nacional e estrangeira. A ideia do evento, estimulada pelo próprio Groupe Allard, nasceu de um pedido do governo municipal para que as portas do hospital fossem abertas ao público antes do início da reforma. “Fizemos uma invasão criativa”, conta o francês Marc Pottier, curador da exposição. Marc havia sido convidado anteriormente por Alexandre Allard, presidente da empresa, para produzir um livro sobre a arte contemporânea brasileira. Logo, a ideia da mostra nasceu dessa iniciativa. “A criatividade no Brasil está num momento importante. Por isso, escolhemos 50 artistas brasileiros e 50 estrangeiros para expressarem sua relação com o país”, explica Pottier. O critério de escolha dos nomes foi a capacidade que eles tinham de reagir aos espaços públicos. Por isso, quase 90% das obras são trabalhos em site-specific. Entre os brasileiros, há muita gente estrelada, como Tunga, Beatriz Milhazes, Nuno Ramos e Vik Muniz. E não se trata de uma exposição convencional. O público tem a chance de viver uma experiência pouco explorada, e sem pagar nada por isso. “É possível sentir de perto o diálogo entre uma arquitetura incrível e o trabalho dos artistas”, diz o curador. Também não há intervenção de fichas explicativas com o nome dos autores das obras – essas informações estão disponíveis pela internet. 

 

Último dia de visitação:

Das 10h às 12h e das 14h às 16h

Alameda Rio Claro, 190. 

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