Bienal de Arquitetura: um roteiro sugerido por Otavio Zarvos

De 12 de outubro a 1º de dezembro, São Paulo recebe mais uma Bienal de Arquitetura. Otavio Zarvos, da incorporadora Idea!Zarvos, elegeu as atrações imperdíveis.

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Com o tema Cidade, Modos de Fazer, Modos de Usar – Modos de Agir, a décima Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo promete refexões sobre três pilares: mobilidade urbana, espaço público e infraestrutura. Para Otavio Zarvos, essa edição, por tratar mais da cidade que de obras e de arquitetos específcos, é a mais revolucionária. “Todos precisamos aprender a viver em uma grande metrópole. Estou ansioso para debater isso”, explica o fundador da Idea!Zarvos, que há nove anos atua com projetos residenciais de arquitetura autoral, como o edifício 360º, criado por Isay Weinfeld na Lapa. Os 18 pontos da Bienal que receberão exposições, debates e ofcinas foram escolhidos pela proximidade do transporte público. Otavio sugere que a primeira experiência seja, então, utilizá-lo para chegar aos eventos e avaliar suas difculdades. Desembarcando na estação de metrô Vergueiro, o Centro Cultural São Paulo, eixo principal da Bienal, traz o maior número de exposições. Lá, a mostra Detroit: Ponto Morto? (1) exibe fotos que retratam o declínio e a agricultura de subsistência da cidade americana que foi símbolo da indústria automobilística. “É importante perceber que uma cidade não é eterna. São Paulo não tem o mesmo problema, mas pode sofrer de outros”, comenta. No Museu da Casa Brasileira, nos arredores do metrô Faria Lima e da estação de trem Cidade Jardim, o assunto é habitação. A exposição do Programa Federal Minha Casa, Minha Vida (2) discute alternativas para a implantação de casas populares com propostas de arquitetos de peso, como João Filgueiras Lima, o Lelé. Já a Casa Moryama (3), projeto de Ryue Nishizawa, em Tóquio, agrega a inspiração da compacta arquitetura japonesa. Próximo à estação de metrô Santa Cecília, um apartamento com vista para o elevado Presidente Costa e Silva, o popular Minhocão, organiza diversos registros históricos do High Line (4), antiga via férrea de Nova York que foi transformada em um grande parque elevado. “É a recuperação de um erro grotesco de urbanismo. Ficou ótimo e pode funcionar aqui”, finaliza Otavio.

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