Bienal de Design: Como melhorar a vida das pessoas?

Responder a essa pergunta será a missão da 5ª Bienal Brasileira de design, agendada para maio de 2015 em Florianópolis. Confira este artigo de Adélia Borges.

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Certa vez, uma amiga foi a Nova York e levou um choque. A banal cadeira de plástico sobre a qual ela se sentava para almoçar no refeitório da empresa em que trabalhava estava exposta em lugar de destaque no mítico MoMA, o Museu de Arte Moderna da cidade norte-americana. Pois é, o design está tão presente em nosso dia a dia que se torna quase invisível de tão incorporado ao cotidiano. É aí que entram as exposições: ao deslocar os objetos da situação de uso para a apresentação num museu, elas provocam estranhamento e, por decorrência, aguçam a percepção das pessoas sobre design. Já há alguns anos, as exposições de design têm se multiplicado em nosso país, e a mais importante e abrangente realização da área é a Bienal Brasileira de Design. Depois de alguns ensaios realizados no final dos anos 1960 e no início dos anos 1990, a ideia de reunir o melhor da produção nacional de design foi reativada em 2006 por um grupo de instituições liderado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC). Eles decidiram fazer uma bienal itinerante, que, nas edições anteriores, aconteceu em São Paulo, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte. A próxima tem data e lugar marcados: será aberta em 15 de maio de 2015, em Florianópolis, tendo Design para Todos como tema. A programação será vasta e ocorrerá em diversos locais da cidade. Já estamos de mangas arregaçadas preparando um conjunto de ações que mostrará como o design pode melhorar a vida das pessoas, independentemente de classe social, idade, gênero, capacidade ou background cultural. Design não é a cereja em cima do bolo ou o objeto esquisito e elitista. Suas qualidades podem se fazer sentir numa série de objetos de nosso cotidiano, mesmo que seja numa mera cadeira de plástico.

 

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