Daniel Senise receberá homenagem no prêmio de CASA CLAUDIA

Considerado um dos mais prestigiados pintores e gravuristas brasileiros, Daniel Senise será homenageado na 3ª edição do Prêmio CASA CLAUDIA Design de Interiores

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Expoente da geração 1980, o carioca Daniel Senise, 58 anos, formado em engenharia, descobriu a arte em cursos no Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde participou da mostra Como Vai Você, Geração 80?, marco no universo da arte contemporânea nacional. Suas pintoras impressionam pela dimensão e pela técnica, como a de telas que retêm as formas do chão de madeira do ateliê do artista, remetendo a figuras geométricas e espaços arquitetônicos. Para criar a identidade visual desta 3ª edição do prêmio, Senise selecionou a obra Quase Infinito, de 1992. Forte e poética, a imagem ilustrará a cenografia, os impressos e os troféus dos dez premiados desta edição. O Prêmio CASA CLAUDIA Design de Interiores foi criado em 2010 para valorizar e divulgar os trabalhos dos arquitetos, designers de interiores e paisagistas do país. Este ano, a premiação ocorrerá em 25 de março no Hotel Unique, em São Paulo, com uma festa para convidados. Beatriz Milhazes (2011) e Cildo Meireles (2012) foram os artistas plásticos homenageados das edições anteriores.

AS INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO CASA CLAUDIA DESIGN DE INTERIORES FORAM PRORROGADAS. INSCREVA-SE ATÉ 18 DE FEVEREIRO.

02 Prêmio Casa Claudia Design de Interiores e Paisagismo

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Conheça mais sobre Daniel Senise no perfil do artista publicado por CASA CLAUDIA LUXO

Cortanto e colando, trazendo para a superfície os fragmentos das cidades, de sua beleza e sua impureza, o carioca Daniel Senise, um dos maiores expoentes da geração 80, nos oferece aqui uma jornada através das várias etapas que compõem a sua impressionante obra.

Não é fácil conhecer o mundo tão particular de Senise. Seu ateliê, de um modo geral, é fechado para visitas. Só mesmo amigos próximos são convidados para os almoços preparados às terças-feiras por Rosa, cozinheira de longa data, e servidos na copa que fica no mezanino, com vista para o salão repleto de telas. De resto, respira-se produção entre as quatro paredes desse galpão amplo e claro, localizado próximo ao boêmio bairro da Lapa. Com dois assistentes, uma secretária e uma rotina extenuante, o ambiente ali é de trabalho. “Preciso programar as exposições, cuidar da elaboração das telas, enfim, estar em muitas frentes ao mesmo tempo. É importante ter total concentração para não perder o foco”, diz ele, um ex-engenheiro que descobriu a arte em cursos no Parque Lage, onde participou da mostra Como Vai Você, Geração 80?, marco no universo da arte contemporânea brasileira.

Se alguns quadros ficam prontos em uma semana, outros levam meses. Na parede, telas que parecem finalizadas ainda estão em observação, inacabadas, no olhar do artista. “Às vezes, testo como envelhece um verniz”, conta. O processo de construção de cada obra é longo: começa na produção dos cretones (tecido fino), verdadeiras telas em si, que Senise prepara colocando sobre pisos e espalhando, de modo uniforme, uma mistura de água, cola e pigmentos, como pó de ferro, verniz e betume. Essa massa atravessa a trama e faz com que a textura fique grudada na superfície. Ao ser retirada, ela vem impregnada com fragmentos como madeira, cimento, enfim, todo tipo de impureza. Um verdadeiro relato físico da história do local. Com a matéria-prima em mãos, ele recorta formas e monta um quebra-cabeça, “uma arquitetura sombria de efeito grave e silencioso”, como diz o crítico de arte Agnaldo Farias.

Ao longo de mais de 25 anos de carreira artística, Senise passou por várias fases: da obsessão pelos vazios de imagens indefinidas à explosão de cores intensas. Entre os anos 2000 e 2005, quando revezava temporadas entre o Rio de Janeiro e Nova York, onde instalou um segundo ateliê montado em uma antiga fábrica de pianos, explorou mais intensamente a técnica de transformar cretones em decalques das superfícies. Ali desenvolveu a série intitulada Piano Factory, com os tecidos enriquecidos com pigmentos marrons e ocres que se impregnaram nas tábuas corridas do seu espaço de trabalho. Com esse rico material passou a desenhar telas com cenas mais arquitetônicas, espaciais, usando corte e colagem e pouca ou nenhuma tinta. Quase como se a própria impressão já fosse um resultado em si, uma matéria-prima rica de história, de vivências e de passado.

 

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