Design gráfico e tecnologia são temas do segundo dia de What Design Can Do!

Na segunda manhã de palestras, Rick Poynor, Peijm Zurburg, Christophe Balaresque, Daisy Grinsberg e Koert van Mensvoort foram os convidados

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O design gráfico e a tecnologia foram os dois grandes temas do segundo dia de apresentações do evento internacional What Design Can Do!, que pela primeira vez é realizado fora da Holanda — aproveite e leia uma entrevista prévia que fizemos com o organizador Richard van der Laken. Na manhã da última terça-feira no Teatro FAAP, a abertura ficou por conta de Bebel Abreu, da Mandacaru Design e co-organizadora da versão paulistana do evento. Em seguida, foi a vez do crítico de design britânico Rick Poynor, fundador da revista de design gráfico Eye e co-fundador do site Design Observer, tomar o palco e falar da importância do elo entre quem escreve e quem desenha — além de discutir a função jornalística no mundo digital. Para ele, neste novo cenário, “o online é a informação, o impresso é análise, aprofundamento”. Peijm Zurburg seguiu com as conversas apresentando a irreverente coluna visual Gorilla, que através de ilustrações faz críticas políticas todos os dias no jornal impresso e na versão online do De Groene Amsterdammer. Este projeto, inclusive, faz parte do estúdio Designpolitie, que possui ao lado do próprio organizador do evento Richard van der Laken. Ainda na onda do impresso, Christophe Balaresque, diretor de marketing da Arjowiggins Creative Paper, falou do novo status do papel no mundo digital. Para ele, as publicações ganham novas funções e experiências táteis, já que estão hoje associadas ao luxo e prazer.

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Quando Daisy Ginsberg subiu ao palco, as apresentações mudaram o rumo. A pesquisadora, que hoje trabalha com biologia sintética, conta que está explorando uma nova área do design, trabalhando ao lado dos cientistas, para entender qual é a o papel que este profissional poderá desempenhar num futuro em que a natureza poderá ser manipulada — não tão distante quanto imaginamos. A estudiosa, que passou pelas mais conceituadas universidades do mundo (Cambridge, Harvard, Stanford), acredita num futuro sustentável através da biologia sintética, mas afirma que é importante que a sociedade participe das discussões éticas sobre o tema. Ela relata que um dos primeiros projetos que criou nesta área foi o E.chromi, uma bactéria criada através de manipulação genética que detecta quais doenças estão no cocô infectado — revelando qual é a contaminação daquela pessoa já que as fezes ficam coloridas de acordo com o problema.

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Provocador, o holandês Koert van Mensvoort diz ser de tudo um pouco, inclusive, um designer da especulação. Koert propõe uma série de questionamentos sobre a tecnologia e o futuro de maneira divertida ao longo da palestra. Ele cita algumas invenções loucas e completamente ficcionais, que podem fazer parte das nossas vidas em alguns anos. Todas elas seriam criadas através da Nano Tecnologia. Criador do Next Nature, uma plataforma para cientistas, designers, filósofos e artistas imaginarem futuros desdobramentos do que ele acredita ser a natureza — que, para ele, é tudo o que homem criou, mas não consegue controlar.

 

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