Jornalismo, comida e artesanato são temas do What Design Can Do!

A primeira tarde de apresentações do What Design Can Do! falou de jornalismo, paladar e artesanato -- e contou com a presença do brasileiro Marcelo Rosenbaum

O primeiro dia de palestras do evento internacional What Design Can Do foi dividido em dois períodos. Na etapa da tarde, os assuntos versaram sobre a atuação do jornalismo com auxílio de um bom design, de como o design de comidas e sua relação com o paladar são capazes de unir pessoas e de como é possível resgatar antigas tradições de artesãos e levá-las ao mercado. Aqui, você confere como foi a primeira manhã de apresentações.

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A designer gráfica Mariana Santos, portuguesa que mora atualmente nos Estados Unidos, já passou pela redação do The Guardian e lá aprendeu como é imprescindível que algumas notícias jornalísticas sejam acompanhadas de belos infográficos e tenham também apelo visual. Com isso, hoje encabeça, entre outros projetos, o think thank feminista Chicas Poderosas e a plataforma 19 Million Project, que reúne jornalistas e designers do mundo todo afim de combater crises humanitárias no mundo. “Nesse momento, temos que adaptar tudo e nos comunicar conforme a mídia que utilizamos”, disse ela, citando o teórico da comunicação Marshall McLuhan.

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Já a designer holandesa Marije Vogelzang apresentou suas instalações em que a comida tem papel central e funciona como um conector de pessoas através do paladar e da memória. Trata-se de um trabalho profundamente poético e sensível, em que ela faz com que as pessoas olhem para a comida além de ser apenas o alimento. Em um dos trabalhos que mostrou, o “Sharing Dinner”, por exemplo, a ideia eram 40 pessoas compartilharem não apenas a comida, como também a toalha, que deveriam vestir um ao lado do outro. “Neste trabalho eu não dei nenhuma orientação para o que as pessoas deveriam fazer. Elas não se conheciam e eram totalmente diferentes, porém, tiveram grande interação ao estarem em uma situação como esta”, contou ela. Além disso seus trabalhos pensam a maneira com que crianças se relacionam com vegetais, como o veganismo também pode ser divertido e como ciganos refugiados em Budapeste podem vencer o preconceito por meio de sua comida e suas histórias.

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O designer brasileiro Marcelo Rosenbaum fechou o primeiro dia e apresentou o projeto “A gente transforma”, pelo qual é responsável. O trabalho, criado em parceria com a comunidade de Várzea Queimada, no Piauí resgata técnicas de trançado artesanal com palha e borracha na criação de peças de design – cestos, sacolas e outros objetos. “O que tem importância, aqui, é a forma com que me conecto com esses produtos e essas pessoas. A comunidade se conecta com a liberdade ao criar estas peças, pois agora sabem que seu trabalho tem potencial” refletiu ele durante a apresentação.

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