Lee Broom: “Meu projeto preferido é sempre o próximo”

Influenciado pelo universo fashion, o designer inglês vencedor do prêmio Queen’s Award for Enterprise investe no apelo dramático e no traço superautoral

 (Divulgação/Revista CASA CLAUDIA)

Polivalente e irrequieto, o menino de ouro do design britânico começou decorando ambientes para ter uma renda extra entre as aulas e o trabalho como ator. Hoje, premiado com troféus como o Queen’s Award for Enterprise, completa uma década à frente de sua própria marca à vontade sob os holofotes. Isso porque, para Lee Broom, a vida é um grande show. Egresso do mundo do teatro e da moda, ele coloca seu afinado senso de drama a serviço da criação e categoriza sua obra no quesito – inventado pelo próprio – “formal divertido”. E que venham novas estreias: “Meu projeto preferido é sempre o próximo”.

De bronze polido finalizado de branco, a luminária Ring (30x10x 86 cm) sai por 844 dólares na Mohd. (Divulgação/Revista CASA CLAUDIA)

Pergunta: De que forma a sua vivência de ator influencia o seu trabalho?

Resposta: Cresci no teatro, como ator infantil. O conceito de drama está enraizado em mim. Gosto de conduzir as pessoas por meio de uma narrativa incomum. Quando crio móveis e luminárias, é nisso que penso. Claro que me importo em como os objetos vão ficar numa casa real. Mas minha alma está no show.

Pergunta: Você começou como designer de moda. Qual a diferença entre vestir uma pessoa e vestir um ambiente?

Resposta: Uma das coisas que me ensinaram na Central Saint Martins, onde estudei moda, em Londres, foi pensar como designer – pesquisar, desenhar, criar protótipos, fazer uma amostra e colocá-la em produção. Inventar uma roupa ou uma luminária exige um processo muito parecido.

Pergunta: Muitas das suas criações apresentam elementos de outras épocas, como o período art déco. O passado é mais interessante do que o futuro?

Resposta: Meu foco é o futuro, mas sinto que há muito a aprender com o passado, como as técnicas e o uso de materiais. Gosto de injetar um elemento de nostalgia em algum ponto do projeto pela sensação de familiaridade que isso provoca nas pessoas. Pode-se induzir uma conexão instantânea com uma peça dessa maneira.

Pergunta: Hoje, depois de décadas de minimalismo, parece haver uma decoração mais complexa e rica em referências.

Resposta: Acho que num mundo onde temos acesso visual a toda e qualquer coisa, o décor já não fica restrito a uma tendência. O que é bom. Estamos mais expostos a estilos muito diversos e isso permite que sejamos mais criativos. Nunca me preocupei com tendências. Para mim, há lugar tanto para o minimalismo quanto para o maximalismo.

Pergunta: Se sua obra pudesse ser representada por uma grande diva de qualquer época, quem seria e por quê?

Resposta: Seria (a cantora e atriz) Grace Jones! Ela é feminina, mas também masculina. Arrojada, ainda que também clássica, forte e chique!

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