Livro e exposição homenageiam arquitetura de Lina Bo Bardi

O Sesc Pompeia, em São Paulo, é tema do livro organizado pelos arquitetos André Vainer e Marcelo Ferraz, que homenageia o fazer arquitetônico de Lina Bo Bardi

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Um dos projetos mais surpreendentes saídos da prancheta da arquiteta italiana que escolheu o Brasil para viver tomou forma de livro. Cidadela da Liberdade: Lina Bo Bardi e o Sesc Pompeia homenageia a mestra e exalta a importância de sua arquitetura humanizada para os espaços de convívio nas cidades. Os autores, André Vainer e Marcelo Ferraz, possuem a exata dimensão da importância do trabalho de Lina. Afinal, foram 15 anos de convivência e aprendizado ao lado da arquiteta.

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“Ela tinha ideias modernas e libertárias em relação à arquitetura. Foi como se tivéssemos feito duas universidades”, revela Vainer. Além do exercício político, intelectual e criativo diário, a troca com a equipe era constante. “Ninguém passa por Lina impunemente. Ela foi uma verdadeira lutadora por um mundo mais justo, confortável e humano. E sua arma nessa luta foi a arquitetura”, conta Ferraz.

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O livro tem origem em 1999, quando a dupla de arquitetos organizou, durante a IV Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, uma exposição que mostrava o trabalho desenvolvido ao longo de nove anos para realização do Sesc Pompeia e as consequentes transformações proporcionadas à agitada vida paulistana. O catálogo dessa mostra, enriquecido com mais imagens e textos, transformou-se no livro recém-lançado, comemorando os 30 anos da construção desse projeto. “Não é uma obra somente para estudiosos e especialistas, é também para quem se interessa pelos bastidores de um trabalho grandioso”, explica Ferraz.

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Quem entra no Sesc Pompeia sente-se em uma pequena cidade sem carros, com atividades de cultura, esportes ou lazer à disposição de todos. É a liberdade que Lina planejou em seus croquis, um aconchego urbano dentro da metrópole dura que não para. A memória do passado industrial de São Paulo também está preservada no galpão da velha fábrica que se tornou esse centro cultural tão democrático.

A homenagem à arquiteta inclui, além do lançamento do livro, uma exposição no Hall do Teatro, onde uma linha do tempo conta a história da antiga ocupação do terreno até a restauração proposta e executada por Lina Bo Bardi.

 

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