Morre, aos 63 anos, o artista plástico Florian Raiss

O profissional era conhecido por suas esculturas e figuras fantásticas

Florian Raiss, artista plástico e escultor.

Florian Raiss, artista plástico e escultor. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Morreu hoje (26/03/2018) o desenhista, pintor e escultor carioca Florian Raiss em decorrência de uma parada cardíaca. Hospitalizado há duas semanas devido a um problema renal, o artista não resistiu a complicações e morreu nesta madrugada.

Importante nome da arte contemporânea brasileira, Raiss ficou conhecido por suas esculturas em bronze, argila e baixo esmalte, nas quais mostrava seus quadrúpedes – seres humanos em quatro apoios – caminhando em alguma direção, rumo ao futuro incerto. Estas esculturas, em especial, mostram o lado animalesco de homens e mulheres por meio de suas linhas fortes, com braços e pernas roliças e olhos profundos, geralmente colocados em contraponto com uma de suas mãos carregando uma flor, cheirando-a, ou então estendendo o dedo indicador. Em suas obras é nítido também o cunho erótico e mítico, onde sereias e centauros aparecem em pinturas e desenhos num mundo onírico. Em um de seus depoimentos, o artista explica como esculturas e o desenho estão ligados: “O desenho me levou à escultura, que surgiu como uma necessidade, como uma vontade de materializar figuras que eu tinha em mente”. 

“Estamos muito tristes com essa notícia, que pegou a todos de surpresa. É uma perda inestimável para o cenário das artes plásticas”, diz Felipe Hegg, sócio da Galeria Lume, que representa o artista em São Paulo, em nota oficial.

“Florian era uma pessoa muito generosa e tinha uma visão clara do que era a arte. O que produziu dizia muito sobre sua ética e sua estética. Em nossas conversas em seu ateliê ou diante das obras de outros artistas, ele sempre nos ensinava a olhar, fazer uma leitura completa daquilo que estávamos vendo, sem preconceitos”, diz Ian Duarte, dono da Galeria Verve e amigo de Raiss.

Nascido em 1955, o artista estudou na Accademia di Belle Arti di Firenze (Academia de Belas Artes de Florença) entre 1973 e 1974 e ingressou, nesse mesmo ano, na Accademia di Belle Arti di Roma (Academia de Belas Artes de Roma), onde permaneceu até 1975. Estudou desenho no México entre 1975 e 1977, com Gilberto Aceves Navarro, na Academia de San Carlos da Universidad Nacional Autónoma de México.

Participou de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior (Alemanha, Suécia, Venezuela, Holanda, Portugal e Estados Unidos), com destaque para mostras “MAM na OCA, Arte Brasileira do Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP”, em 2006 e “Modernos, Pós-Modernos, 80/90”, em 2007, no Instituto Tomie Ohtake, também em São Paulo. A Galeria Lume já preparava para agosto deste ano uma mostra individual com obras do artista, que agora deve receber tom de homenagem. 

 

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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