Uma entrevista com os arquitetos responsáveis pela Praça das Artes

Perceber a natureza do lugar. Essa foi a missão dos arquitetos da Brasil Arquitetura na hora de criar a Praça das Artes, espaço dedicado às artes musicais e do corpo.

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O escritório Brasil Arquitetura foi convidado pela Secretaria Municipal da Cultura para criar, em conjunto com o arquiteto Marcos Cartum, a Praça das Artes. O espaço no centro de São Paulo, destinado a atividades musicais e de dança, foi iniciado em 2006 e tem a inauguração completa prevista para o final de 2012. No projeto, o elemento central será um edifício de concreto de 30 mil m² que irá receber a sede da Orquestra do Balé da Cidade, a do Quarteto de Cordas e a das Escolas Municipais de Música e de Dança, entre outras. Construções antigas remanescentes foram restauradas e aproveitadas na obra, como a fachada do Cine Cairo e um edifício do centenário Conservatório Dramático Musical.

Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, sócios na Brasil Arquitetura, falam a CASA CLAUDIA LUXO.

Por que vocês se interessaram pela obra?

Ela é de grande importância para a requalificação do centro de São Paulo, um projeto irradiador de transformação urbana. E isso é tudo o que gostamos de fazer.

Quais questões foram consideradas?

A adequação do programa às condições locais e a inserção do conjunto na cidade, em uma região com enormes problemas, mas também com grande vitalidade e potencial de novos usos.

Vocês tiveram liberdade para criar?

Tivemos total liberdade para propor o que consideramos mais apropriado para um espaço público e democrático. E tiramos essas lições das grandes galerias de São Paulo que não segregam os cidadãos. Claro que foi preciso respeitar todas as normas e parâmetros construtivos que a legislação impõe para a área.

O que esse projeto significa para vocês?

É um dos mais importantes de nossa vida profissional de 30 e poucos anos por sua intricada e original inserção urbana, no coração da metrópole, e por causa do provável efeito que terá na vida do cidadão que frequenta o centro.

Construções antigas serão aproveitadas?

O prédio do antigo Conservatório Dramático e Musical foi restaurado e abrigará uma sala de concertos, música de câmara e auditório com grande qualidade acústica. Do Cine Cairo, só mantivemos a fachada, como memória e testemunho de outra época da nossa cidade.

Onde buscaram inspirações?

Achamos que todo projeto, e principalmente um como esse, deve cumprir seu papel de servir a toda a comunidade, trazer mais conforto urbano e dignidade ao cidadão, fomentar encontros e convivência entre as pessoas, grupos ou “tribos urbanas”. A inspiração, se é que existe, vem da própria cidade, dos nossos lugares preferidos.

Quais profissionais, independentemente da área de atuação, vocês admiram?

A arquiteta Lina Bo Bardi e sua obra para o Sesc Pompeia, o arquiteto norueguês Sverre Fehn, o artista uruguaio Joaquín Torres Garcia e o músico João Gilberto, que inspirou o nome do nosso escritório

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