VIII Prêmio CASA CLAUDIA: conheça todos os finalistas

Em sua oitava edição, o Prêmio conta com 33 finalistas. Vote nos seus projetos favoritos!

Organizado pela revista do Grupo Abril, o Prêmio CASA CLAUDIA busca reconhecer e divulgar os melhores projetos de decoração, design e paisagismo realizados no Brasil, além de destacar a criatividade e a inovação dos profissionais dessas áreas em todo o país.

Para a edição de 2018, as categorias premiadas serão: Apartamentos; Casas Urbanas; Casas de Praia; Casas de Campo; Paisagismo; Design de Mobiliário; Design de Objeto; Hotéis e Pousadas; Escritórios, Consultórios e Lojas; Bares e Restaurantes.

Abaixo, confira os projetos que concorrerão ao troféu na premiação, que acontecerá em setembro.

1. Apartamentos

O concreto aparente de vigas, pilares e lajes deste apartamento dialoga com o DNA do prédio – o Edifício Copan, cartão-postal paulistano assinado por Oscar Niemeyer. No décor, a ideia de simplicidade e pureza se repete: poucas peças foram usadas na composição dos espaços. A sala se resume ao sofá Mole, de Sergio Rodrigues, à cadeira Girafa, de Lina Bo Bardi, e à luminária Luminator, de Achille e Pier Giacomo Castiglioni, reunidos em volta da ilha de concreto, que guarda discos e aparelho de som. O jardim interno é outra atração à parte.

O empresário inglês recém-chegado ao Brasil foi apresentado a grandes nomes do design nacional quando encomendou o projeto deste apê em São Paulo, decorado com móveis e objetos de Zanine Caldas, Sergio Rodrigues, Jader Almeida, Ronald Sasson e Gustavo Bittencourt, entre outros autores. Mas, mesmo com uma identidade tão brasileira, o resultado é cosmopolita, marcado pela combinação de cores sóbrias com peças contemporâneas. O painel de madeira preta lembra tapumes metálicos e traz um toque industrial à proposta.

A madeira entrou como uma grande aliada neste apartamento paulistano: ao vestir as paredes na forma de painéis que alcançam o teto, ela ajuda a aquecer os ambientes cobertos de piso frio. Outro bom recurso para garantir esse clima convidativo foi o uso de brises, que setorizam os espaços integrados – de um lado, fica a área do estar e, do outro, o home theater, com seu sofá megaconfortável. A simetria também marca presença e colabora com o visual elegante. Obras de arte bem posicionadas e pintadas de verde finalizam o conjunto.

2. Casas de campo

A visão das montanhas do interior paulista atravessa os vidros num dos lados da casa. No outro, voltado para o sul, a arquitetura protege os interiores do frio com elementos pesados, como concreto e pedra. E assim, alternando leveza e solidez, a construção se mostra um refúgio na medida para o clima e a beleza da região. Igualmente equilibrada entre duas vertentes, a cozinha combina a tradição com a modernidade na sua mistura de ladrilhos hidráulicos e concreto, material que dá forma inclusive ao sempre bem-vindo fogão a lenha.

Além do que normalmente se pede na encomenda de uma casa de campo – sossego e proximidade com a natureza –, o casal mineiro acrescentou mais um desejo: abrir espaço nos interiores para a arte e os móveis herdados da mãe da proprietária, acervo no qual constam preciosidades assinadas por Sergio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Hugo França. A arquitetura também faz um resgate afetivo, revelado no uso da madeira de demolição trazida de uma antiga fazenda da família. Pedra, barro e ladrilhos são outros materiais em destaque.

A arquitetura simples e despojada da casa em Angra dos Reis (RJ) se manteve depois da reforma, que modernizou espaços e fez nascer uma ampla varanda – local na medida para o lazer em família, com rede, espreguiçadeiras e sofá reunidos sob o teto de palha. A obra também preservou as cores originais da fachada, um mix de verde e vermelho afinado com as temperaturas do verão. O branco complementa a paleta e realça o mobiliário de madeira e fibras naturais, escolhas que reforçam o tom despretensioso do refúgio à beira-mar.

A casa é de praia, mas parece de campo, abraçada que está pelas montanhas cobertas de verde da Mata Atlântica. E o projeto tira partido desse privilégio com planos sobrepostos, que conseguem vencer a acentuada inclinação do terreno em Mangaratiba, no litoral fluminense, e ao mesmo tempo se abrir para a natureza exuberante. O vidro, nesse contexto, entra como um aliado poderoso, que traz a vegetação para os interiores, marcados pelas mesmas linhas retas da arquitetura. A piscina, com borda infinita, é outro elemento de impacto.

O mar de Juquehy, no litoral paulista, deveria ser o protagonista nesta casa. Daí a ideia de compor ambientes com poucos elementos, que valorizam a paisagem – como prova a varanda coberta, praticamente uma extensão da praia. No interior, a parede de concreto aparente ajuda a setorizar as áreas de estar e jantar e adiciona uma cor extra ao branco predominante. Toques de azul aparecem nas almofadas do sofá em L e se repetem nos quartos sob a forma de um criado-mudo suspenso com a essência prática e moderna que domina todo o projeto.

4. Casas Urbanas

A família paulistana tinha em mente a ideia de apostar no bege. Quem disse que ele não pode ser usado com muita personalidade? Pontuada por outros tons aqui e ali, a cor aparece numa roupagem bem contemporânea, acompanhada de peças assinadas por designers brasileiros, como Jader Almeida e Sergio Rodrigues. O sofá modular atende tanto a área de estar quanto o home theater, onde a maior profundidade do estofado torna mais confortável assistir TV. A integração é total tanto dentro de casa quanto com o jardim.

Da sala, é possível não apenas ver mas também mergulhar na piscina natural que envolve esta casa no interior paulista, onde os moradores podem nadar acompanhados das carpas que vivem por ali. A construção, erguida pelo método steel frame, sem tijolos nem cimento, não é leve somente na estrutura: com seu visual cristalino, parece flutuar acima da água. Nos interiores, madeira e pedra garantem aconchego, ao mesmo tempo que dialogam com a paisagem dos arredores. O décor é contemporâneo, com móveis superatuais.

A tradição arquitetônica de Brasília, onde fica esta casa, influenciou seu desenho, baseado em linhas puras, e a escolha dos materiais – principalmente o concreto aparente. Madeira e aço também são destaques no projeto, formado por três blocos térreos integrados entre si e ao jardim coberto de vegetação do cerrado. O modernismo também comparece no mobiliário, somado a peças mais recentes, num conjunto atemporal, que, com a presença da arte, complementa a arquitetura de maneira elegante.

5. Design de Objeto

Normalmente usados bem longe da cozinha, pentes viraram matéria-prima deste centro de mesa para lá de original. São 120 deles, amarrados pelo cabo a um suporte de borracha, compondo a peça. Além do visual inusitado, o objeto se propõe a debater a possibilidade de utilizar recursos já disponíveis em novas criações.

A luminária faz parte de uma coleção que une duas vertentes: a indústria e o artesanato. Do lado fabril, vieram globos de vidro fosco. Do outro, círculos de capim-dourado, um tesouro regional do Jalapão, no estado do Tocantins. Juntos num pendente, os materiais dão novo significado à produção em série e ao fazer manual.

Todas as peças são exclusivas nesta linha, que molda vasos transparentes sobre suportes de cobre maciço. O metal, retorcido na forma de raízes, recebe o vidro ainda quente e este, uma vez soprado, se funde à base, numa criação indissolúvel, que é sólida e, ao mesmo tempo, delicada.

6. Design de Mobiliário

Difícil dizer onde começa e onde termina este banco de metal, revestido de nogueira laminada. Mérito do design, que, inspirado em movimentos da natureza – como o curso de um rio –, se baseia em uma prancha equilibrada sobre duas curvas infinitas. Leves e elegantes, os suportes parecem mal tocar o chão.

Do desejo de dar usos inusitados a objetos do cotidiano nasceu este armário, feito de 2 mil colheres de sobremesa cuidadosamente encaixadas numa estrutura de aço inox, o mesmo material dos talheres. Embora fique entre a brincadeira e a obra de arte, o móvel é absolutamente funcional.

Inspirada no desenho de uma flor, esta poltrona parece desabrochar sobre os pés metálicos da base – somente três para evidenciar o quanto ela é delicada. Sem abrir mão dessa leveza, o assento e o encosto acolhem e abraçam tanto em suas versões lisas quanto nas estampadas.

7. Escritórios

Ver, ouvir, tocar, cheirar. Estimular as sensações é a aposta na recepção dessa empresa de cosméticos em São Paulo. Afinados com o tema, grandes espelhos refletem as belezas e singularidades de cada rosto que passa, associados a cortinas, que brincam com o tato e a visão – feitas de poliéster, as franjas, embora translúcidas, servem de telas de projeção. Música e aromas dispersados no ambiente acompanham o mobiliário na missão de receber com conforto.

No térreo, o sobrado abriga um café aberto ao público num dos bairros mais descolados de Porto Alegre. No piso superior, um escritório de arquitetura – justamente onde trabalham os responsáveis pela reforma que transformou este casarão de 1917 num espaço de uso misto. A construção original se revela na fachada e em detalhes internos, como os tijolos das paredes, descascados e pintados de branco. Já a escada de compensado naval e as estruturas metálicas à vista mostram a intervenção que renovou os ambientes sem apagar a história do lugar.

O nome do local, que remete a objetos voadores não identificados, inspirou a arquitetura de interiores deste coworking em Canoas (RS). Daí a malha de aço preenchida com pedras que parecem flutuar na microgravidade do espaço. Essa estrutura, na verdade, faz as vezes de divisória entre os cantos privativos – salas de reuniões e escritórios fechados – e as áreas compartilhadas, das quais fazem parte o café e as bancadas coletivas. O estilo dos interiores também aponta, segundo os autores, para o viés cada vez mais tecnológico no ambiente de trabalho.

8. Hotéis e pousadas

Esqueça aquela ideia de um hotel ao qual só se chega na hora de dormir: aqui, o propósito é incentivar os hóspedes a permanecer mais tempo no lugar. E também fazer com que os moradores da cidade (Ribeirão Preto, no interior paulista) queiram entrar para curtir o bar e o restaurante. Para isso, os ambientes comuns foram repaginados com um quê de estilo industrial e muito aconchego. A grande mesa modular favorece o convívio e sugere diferentes usos, inclusive para quem precisa trabalhar e faz do local um coworking.

Inserida no charmoso casario do bairro Santa Teresa, no Rio de Janeiro, a mansão colonial foi transformada num hotel butique perfeito para quem curte arte – já no planejamento dos espaços, artistas convidados entraram em cena para criar obras exclusivas, que decoram suítes e áreas comuns. E, como a arte e o design andam juntos, não faltam também móveis assinados, de nomes como Jader Almeida, Sergio Rodrigues e Carlos Motta. Tudo com a vista do Cristo Redentor, da Baía de Guanabara e de outros cartões-postais cariocas como atrativos extras.

Já que nem todo mundo curte deixar seu canto para passar temporadas num hotel, por que não deixar o hotel com jeito de casa? Com esse conceito em mente, este projeto em São Paulo trouxe uma biblioteca para o lounge e deu ao bar – aqui considerado o centro das atenções, lugar ao redor do qual tudo acontece – uma atmosfera acolhedora, com móveis que convidam a passar horas batendo papo. A combinação de peças traz as assinaturas de Leo Romano, Guilherme Wentz, Fernando Jaeger e outros designers brasileiros, equilibrados numa paleta em que sobressaem o azul-royal, o caramelo e o cinza.

9. Lojas

A lembrança dos armazéns com vendas a granel norteou o projeto desta loja de grãos, temperos e chás em São Luiz, capital maranhense. Os produtos – eles próprios de uma beleza singular, com suas muitas cores e texturas – ficam expostos em prateleiras numa das laterais do espaço e sobre um grande módulo central, onde duas jabuticabeiras reforçam a presença da natureza. No teto, o forro de cordas de sisal aproxima o pé-direito e dá um toque acolhedor.

A fachada é preta. Os corredores, brancos. E, conforme o caminho toma forma, surgem caixas pintadas nos mais variados tons. Com esse percurso cheio de surpresas, os autores encontraram uma maneira criativa de mostrar opções do fabricante de tintas que ocupa este espaço no subsolo de um shopping center de Brasília. Mas ele vai além: aqui também funciona o showroom de um designer de móveis, cujas criações se destacam em meio à pureza das linhas arquitetônicas e à paleta variada.

Os espaços de circulação amplos não atendem apenas a vital questão da acessibilidade: também dão ares de passarela aos corredores desta loja de roupas femininas em São Paulo. Outra aposta dos arquitetos foi a combinação de materiais brutos, a exemplo do concreto, com acabamento mais sofisticados, como madeira, linho e espelhos – esses, aliás, têm um papel fundamental no efeito ótico que multiplica a escada circular, uma reprodução fiel do modelo projetado por Oscar Niemeyer para o Palácio do Itamaraty.

10. Paisagismo

Preencher nada menos de que 20 mil m2 de terreno em Nova Lima (MG) foi um desafio e tanto. Ainda mais considerando a geografia local: são 1,1 mil metros de altitude, sujeitos a clima seco e invernos frios. Por causa disso, eleger plantas resistentes era fundamental. Outra ideia era que a vegetação tivesse uma pegada bem tropical, capaz de suavizar a aridez da região. Organizadas ao longo do muro de ganga de minério e ao redor do grande espelho d’água, palmeiras, costelas-de-adão e outras folhagens trazem o frescor desejado e, de quebra, compõem uma paisagem que dá gosto admirar.

Receber convidados é um prazer para os donos desta casa em Bragança Paulista (SP), que ganharam uma enorme mesa para servir almoços ao ar livre, sob a sombra das árvores nativas. O menu pode ter vegetais colhidos aqui mesmo, na horta plantada em floreiras de madeira. Se a ideia é relaxar depois de um mergulho, espreguiçadeiras e ombrelones aguardam no deque que abraça a piscina e o espelho d’água. Até a soneca tem lugar em meio ao verde, num redário que também faz parte do projeto.

É até difícil acreditar que este lago não existia até pouco tempo atrás. Perfeitamente inserido no terreno em Campinas (SP), ele foi criado a pedido dos moradores, que desejavam ter algum elemento ligando os dois blocos, que dividem a casa. Além da água, a madeira também faz essa integração, com cruzetas reaproveitadas de antigos telhados compondo um deque e uma ponte. A vegetação, muito além da estética, foi escolhida por ser perene, o que facilita cuidar do jardim.

11. Restaurantes e Bares

As paredes descascadas revelam os tijolos originais da construção, uma casa carioca dos anos 1920. A levada purista tem tudo a ver com o cardápio do restaurante, especializado em raw food – culinária que não utiliza fogão no preparo dos alimentos. A cozinha é separada do salão por uma estrutura de madeira, vidro e espelho, que propõe um jogo de mostra e esconde e se torna mais uma atração no lugar – caso também da buganvília desidratada, que colore o interior. As cadeiras Wishbone, de Hans J. Wegner, garantem o conforto que uma refeição no estilo slow food requer.

Os anos 1980, época em que foi inaugurado o hotel que abriga este restaurante, serviram de inspiração para o projeto: estão aqui veludo, espelho oxidado, latão e ardósia, materiais súper em alta naquele período. Como a ideia era também parecer atual, toques industriais se revelam no concreto e nas tubulações aparentes. Do bar central, com seus lustres antigos garimpados e tampo de mármore branco, se tem uma visão ainda mais espetacular do skyline paulistano, já que o espaço fica elevado em relação ao restante. Mais perto das janelas, sofás e mesinhas convidam a bater papo num clima mais intimista.

Localizado no topo do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), o restaurante em São Paulo tira proveito da localização e faz da vista dos arredores – incluindo o Parque do Ibirapuera – um elemento marcante no projeto. Para valorizá-la, grandes aberturas envidraçadas ligam os interiores ao terraço. A ideia de transparência se reflete também na escolha dos cobogós, usados como divisórias. Ao branco dos elementos vazados, se somam o off-white do teto e o cinza do piso, ambos de concreto. Preto e caramelo aparecem aqui e ali, pontuando a arquitetura e o mobiliário assinado pelo escritório.

 

Vote aqui nos finalistas!!!!

 

 

 

 

 

 

 

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s