Apê com ambientes versáteis para uma escritora morar e trabalhar

Neste apartamento paulistano, quase todas as paredes vieram abaixo para adequar o espaço à rotina da proprietária

Quando se mudou de uma casa espaçosa, a dona deste apartamento – uma escritora e psicanalista – morou por um tempo num flat. “Esse período foi importante para avaliar o que eu realmente precisava, qual era o meu luxo necessário”, explica.

Escultura do artesanato mineiro e orquídea vanda aérea.

A arquiteta derrubou todas as paredes possíveis e previu algumas portas de correr para tornar os ambientes versáteis, ideais para a rotina da escritora, que trabalha no apê com frequência. Integrada ao living e à sala de jantar, a cozinha se transforma em ambiente de estar nos dias em que há jantares com os amigos.

Sofá e poltrona da Flexform, escrivaninha da Ovo, mesa lateral amarela e cadeira da Micasa.

Outra questão fundamental para a moradora era acomodar sua grande coleção de livros. “Para organizar os volumes e deixá-los sempre à mão, desenhei estantes que se espalham pelo escritório, pelo estar e pela área de jantar”, diz a arquiteta.

Nas paredes, papel francês do século 19 (à frente) e cartaz da exposição de Lygia Clark na Pinacoteca, em 2005. Poltrona Charles Eames (Arquivovivo).

Formada por clássicos do design, como a chaise LC4, de Le Corbusier, a outra coleção da moradora, a de móveis, compôs a base da decoração e guiou a escolha de novas peças. “Direcionei meu olhar para as linhas atemporais, como as das poltronas e da mesa Saarinen, que coloquei na sala de jantar”, diz a arquiteta.

O escritório com a chaise LC4, de Le Corbusier. A mesa maior é da Ovo, e a lateral, de Jader Almeida. A marcenaria ficou a cargo da Di Legno.

Para reforçar o clima de aconchego trazido pelos livros e pelo mobiliário, Tânia pincelou com cores todo o apartamento –  um desafio e tanto, já que seu trabalho é conhecido pelo visual minimalista e por quase sempre usar tons básicos. “Fiz muitas experiências antes de colorir os ambientes. Foram cerca de 30 amostras para cada espaço, o que acabou sendo um processo muito divertido”, diz.

O azul também coloriu a cozinha, que ganhou bancada de Silestone. Banquetas Cesca, de Marcel Breuer.

Com esse olhar cuidadoso, ela e a moradora elegeram o verde-menta clarinho do quarto e o azul intenso do banheiro, um espaço que ganhou atenção especial. A arquiteta eliminou as paredes que dividiam a suíte – repare que algumas colunas, por onde passa a tubulação, ficaram à vista – para transformar a área num canto de relax completo, com direito a ofurô e seixos para massagear os pés no boxe. Tudo pensado para criar um oásis de conforto em meio à agitação paulistana.

Pastilhas da Vidrotil, metais da Deca e ofurô da Jacuzzi.Confira abaixo mais algumas fotos do apartamento:

Luminária da FAS Iluminação e balcão da Ovo.

Luminária da Kartell e mesa lateral desenhada por Alvar Aalto (Micasa).

Mesa e poltronas Saarinen (Arquivovivo) e piso de carvalho da Tecer Casamatriz.

Uma cortina ou a porta de correr podem isolar o quarto. Acima da cabeceira, obra assinada por Tunga. Cama de Auping.Siga CASA CLAUDIA no Instagram

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