Apê com décor personalizado, contemporâneo e atemporal

Das estampas ao mobiliário, o arquiteto Jean de Just criou peças exclusivas para este projeto, cheio de personalidade e tons vibrantes

Biombo desenhado por Jean e executado por Isabelle Husson, em Paris. Sofá do Empório Beraldin e almofadas feitas com tecidos da Regatta. Luminária de piso de Hervé Van der Straeten e abajur da Loja Teo. A mesa de centro é formada por uma peça de bronze e outra com tampo branco (ambas da Érea), duas caixas revestidas de laca (Bomoveis) e pufes (tecidos da Regatta). (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Você não vai ver o biombo das páginas anteriores em outro lugar que não seja neste apartamento, em São Paulo. É que o arquiteto Jean de Just, francês radicado no Brasil, costuma fazer projetos personalíssimos e nunca repete a mesma fórmula. “Não gosto que um morador tenha a casa igual à de outro, o que é um grande desafio para mim”, diz o profissional.

Biombo desenhado por Jean e executado por Isabelle Husson, em Paris. Sofá do Empório Beraldin e almofadas feitas com tecidos da Regatta. Luminária de piso de Hervé Van der Straeten e abajur da Loja Teo. A mesa de centro é formada por uma peça de bronze e outra com tampo branco (ambas da Érea), duas caixas revestidas de laca (Bomoveis) e pufes (tecidos da Regatta). (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

A peça em questão, desenhada por ele, é um exemplo disso. Produzida manualmente na França por uma artesã, que usou finíssimas lâminas de palha, ela se tornou a estrela do living e inspirou as cores do décor. “Com base no biombo, escolhemos almofadas, tapetes, quadros e móveis”, explica.

Quadro de Roberto Burle Marx, armários da Leicht, mesa e cadeiras da Knoll. O piso, criado por Jean, foi executado pela Montblanc Mármores e Granitos. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Foi esse cuidado que chamou a atenção da moradora. Ela também é arquiteta, mas confiou a Jean o projeto de sua nova casa. “Comprei o apartamento logo após meu divórcio e estava numa fase difícil, lotada de trabalho e estressada. Por isso, resolvi delegar. Pedi a ele uma decoração contemporânea e atemporal”, conta.

Tapete desenhado por Jean para a Punto e Filo, cadeiras assinadas por Jorge Zalszupin (Etel), mesa de Jacqueline Terpins (Dpot), abajur da Passado Composto e cortina feita com tecido da Ipanema Kravet. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Outro pedido importante era ter uma cozinha com jeito de estar, pois a moradora costuma reunir seus convidados nesse espaço. “Adoro preparar a comida com os amigos e alguns deles cozinham muito bem. O Jean é praticamente um chef”, diz ela. O ambiente ganhou uma porta de correr, mas permanece quase sempre aberto para a sala de jantar.

Marcenaria com revestimento ébano (Bomoveis), tapete com desenho de Gio Ponti (Legado Arte) e sofá da Star Home. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

A sensação de integração é reforçada pelo tapete, no qual o arquiteto reproduziu a mesma estampa do piso de mármore. “Assim, a cozinha virou uma extensão da sala. Tanto que lá estão os quadros de que mais gosto”, afirma a dona da casa – apenas artistas brasileiros compõem sua coleção de arte, como Sergio Fingermann e Roberto Burle Marx.

Na parede, desenho do arquiteto realizado pelo ateliê Adriana e Carlota. Mesas laterais e móvel laranja do F. Studio Arquitetura + Design. Almofadas e mantas da Codex Home. Cabeceira e cortina com tecidos da Ipanema Kravet. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Já na fase final da reforma, o acaso trouxe uma surpresa: a moradora conheceu seu atual marido, que ganhou um papel fundamental na obra. “Como minha agenda é sempre cheia, ele ajudou o Jean na escolha dos últimos acabamentos”, conta. Dessa forma, o projeto, inicialmente pensado para um, tornou-se o espaço perfeito para a vida a dois.

Cômoda feita em Paris pela Galerie Lelouch, escrivaninha e cadeira de Aristeu Pires (Arquivo Contemporâneo). (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Criado-mudo de Jean de Just para a Armando Cerello, escrivaninha e cadeira compradas na França e roupa de cama da Mille et Claire. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Banco e criado-mudo projetados por Jean e executados pela Vermeil. Abajur da Loja Teo. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Banheira da Jacuzzi, banco de madeira da galeria francesa Lafon-Vosseler e cadeira da Kartell. Metais da Deca. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

Metais da Deca, vaso da Roche Bobois e, nas paredes, mármore da Montblanc Mármores e Granitos. (Renato Navarro/Revista CASA CLAUDIA)

 

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