Apê paulistano com casamento de coleções

Este apê de visual limpo tem protagonistas bem definidos: o mobiliário dinamarquês e brasileiro de época e as belas obras de arte

Na esquerda: Sobre a mesa de apoio, a luminária é criação de Isamu Noguchi. O sofá, assinado por Jean Gillon, foi arrematado num leilão. A tela é de Leda Catunda. Na direita: Junto à luminária de chão (Loja Teo), mesa do Herrero Antiquário. Tapete da By Kamy e sofá da década de 1950, do dinamarquês Hans Wegner. Na parede, obra de Rodrigo Matheus (Galeria Fortes Vilaça).

Na esquerda: Sobre a mesa de apoio, a luminária é criação de Isamu Noguchi. O sofá, assinado por Jean Gillon, foi arrematado num leilão. A tela é de Leda Catunda. Na direita: Junto à luminária de chão (Loja Teo), mesa do Herrero Antiquário. Tapete da By Kamy e sofá da década de 1950, do dinamarquês Hans Wegner. Na parede, obra de Rodrigo Matheus (Galeria Fortes Vilaça). (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Para o arquiteto Felipe Hess, projetar a própria casa não foi uma tarefa das mais fáceis. “São muitas referências acumuladas ao longo do tempo. É difícil sintetizá-las”, explica. A frase pode parecer estranha dita por um arquiteto tão jovem (ele tem 32 anos), mas, acredite, bagagem é o que não falta.

Detalhe do quarto do casal, com abajur de Arne Jacobsen. No banheiro, piso de ladrilho da Dalle Piagge, metais da Deca e quadro de Hércules Barsotti.

Detalhe do quarto do casal, com abajur de Arne Jacobsen. No banheiro, piso de ladrilho da Dalle Piagge, metais da Deca e quadro de Hércules Barsotti. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Com senso estético apurado, Felipe passou por importantes escritórios brasileiros antes de partir para o voo solo, em 2012. O projeto desse apê paulistano de 140 m² – pensado inicialmente apenas para ele – inaugurou a nova fase profissional e, alguns anos depois, também marcou o início da vida a dois.

O arquiteto Felipe Hess ao lado da mulher, a empresária Cris Thompson, e do filho, Otto.

O arquiteto Felipe Hess ao lado da mulher, a empresária Cris Thompson, e do filho, Otto. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

“Quando casamos, a Cris se mudou para cá e trouxe sua coleção de obras de arte, que, com meu acervo de móveis, definiu o clima da decoração”, conta.

A poltrona do norte-americano Adrian Pearsall foi comprada no Apartamento 61. Ao fundo, carrinho de chá de Jorge Zalszupin e fotografia de Robert Mapplethorpe. A cortina de linho (Traço Final Tapeçaria) segue a paleta neutra do décor. Banquinho de madeira da francesa Charlotte Perriand para a Cassina. Sobre a mesa, obra de Ernesto Neto.

A poltrona do norte-americano Adrian Pearsall foi comprada no Apartamento 61. Ao fundo, carrinho de chá de Jorge Zalszupin e fotografia de Robert Mapplethorpe. A cortina de linho (Traço Final Tapeçaria) segue a paleta neutra do décor. Banquinho de madeira da francesa Charlotte Perriand para a Cassina. Sobre a mesa, obra de Ernesto Neto. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Algumas das peças do arquiteto, que tem predileção pelo design brasileiro e escandinavo das décadas 1950 e 60, são verdadeiros tesouros: o sofá criado pelo dinamarquês Hans Wegner, os itens assinados por Jean Gillon, Jorge Zalszupin e pela dupla Ansgar Fog e Erik Morup dão uma pequena amostra das relíquias expostas no living.

A mesa de jantar (Knoll) está rodeada por cadeiras dinamarquesas dos anos 1950. Pendente da loja uruguaia Mutate e estante feita pela Bomlar Marcenaria.

A mesa de jantar (Knoll) está rodeada por cadeiras dinamarquesas dos anos 1950. Pendente da loja uruguaia Mutate e estante feita pela Bomlar Marcenaria. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Esse ambiente, de paredes brancas e colunas de concreto, aliás, é o mais usado pelo casal, já que inclui também a sala de jantar. Ali, uma estante com 6,50 m de extensão ressalta o espaço amplo – conseguido graças à integração do terceiro quarto.

Na cozinha, armários de freijó (Marvelar Marcenaria) e revestimento cerâmico (Euroville).
O quarto de Otto tem berço assinado por Felipe e cômoda da Móveis Cimo (Loja Teo).

Na cozinha, armários de freijó (Marvelar Marcenaria) e revestimento cerâmico (Euroville).
O quarto de Otto tem berço assinado por Felipe e cômoda da Móveis Cimo (Loja Teo). (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

O segundo foi reservado para o filho do casal, Otto, 2 anos, e ganhou um berço de madeira e latão desenhado por Felipe, o que confere personalidade ao canto do pequeno.

 (Divulgação/Revista CASA CLAUDIA)

 

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