Casa cheia de vida no Rio de Janeiro

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre Patricia Landau e Carolina Escada assinam as banquetas. Poltrona de Gaetano Pesce, pufe de André Lima (Firma Casa) e tapete da Phenicia Concept.

Patricia Landau e Carolina Escada assinam as banquetas. Poltrona de Gaetano Pesce, pufe de André Lima (Firma Casa) e tapete da Phenicia Concept. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

O sonho dos filhos da arquiteta Patricia Landau, os gêmeos Eudes e Valentina, 6 anos, sempre foi morar numa casa, com direito a quintal para brincar à vontade e frutas maduras colhidas no pé.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre O quarto dos gêmeos juntou dois ambientes no segundo piso da casa. A cama de pínus tem mezanino e tendinha de tecido: criação descolada de Patricia para os filhos.

O quarto dos gêmeos juntou dois ambientes no segundo piso da casa. A cama de pínus tem mezanino e tendinha de tecido: criação descolada de Patricia para os filhos. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Atentos aos desejos da duplinha, ela e o marido, Eudes de Orleans e Bragança, resolveram então trocar a cobertura onde viviam, no Jardim Botânico, por algo maior e mais confortável no mesmo bairro carioca.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre A poltrona amarela de Zanine Caldas (Loft 55) se destaca à frente da estante (Artemad), montada com estrutura de ferro preto e prateleiras de pínus.

A poltrona amarela de Zanine Caldas (Loft 55) se destaca à frente da estante (Artemad), montada com estrutura de ferro preto e prateleiras de pínus. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Mas logo perceberam: a única forma de concretizar esse sonho seria encontrar um imóvel antigo, provavelmente precisando de reforma. Depois de muito procurar, Patrícia deu de cara com esta casa dos anos 1950, construída numa ladeira tranquila, ainda calçada com paralelepípedos.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre O sofá veio da casa antiga e a cadeira azul foi usada para amamentar os filhos.

O sofá veio da casa antiga e a cadeira azul foi usada para amamentar os filhos. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

“Num primeiro momento, pensamos em colocar tudo abaixo. Depois, decidimos fazer alterações pontuais. Simplificamos o projeto e, quando nos mudamos, vimos que a obra enorme imaginada inicialmente era desnecessária. O importante era deixar tudo do nosso jeito”, fala.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre Chapéus de palha formam arandelas no lavabo.

Chapéus de palha formam arandelas no lavabo. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Craque em misturar objetos e móveis de diferentes épocas e estilos, Patricia, sócia de Carolina Escada no escritório Escala Arquitetura, encontrou aqui o lugar para todo seu acervo. E arrumou cada canto com capricho.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre Os acabamentos da estante se repetem nos armários da cozinha. Luminárias da Nannacay.

Os acabamentos da estante se repetem nos armários da cozinha. Luminárias da Nannacay. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Quem entra tem a sensação de que as poltronas, mesas e luminárias sempre pertenceram a esse universo. O marido, fã de jardinagem, cuidou do quintal e pesquisou espécies que florescem o ano inteiro, incluindo árvores frutíferas, como pitangueiras e jabuticabeiras.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre Na suíte do casal, a banheira fica sobre uma base coberta de azulejos. Foto da Loft 55. Manta da Cortinaria, colcha e almofadas trazidas do Nordeste e tapete da Galeria Hathi.

Na suíte do casal, a banheira fica sobre uma base coberta de azulejos. Foto da Loft 55. Manta da Cortinaria, colcha e almofadas trazidas do Nordeste e tapete da Galeria Hathi. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

“O critério foi não ter critério. Misturamos lustres feitos de chapéus de palha com sofá da avó e minha poltrona de amamentação, agora com estofado azul. Outra boa ideia foi substituir as antigas esquadrias por portas quadriculadas de ferro pintado de preto. E usar o mesmo material, associado ao pínus, em estantes e bancadas”, explica a arquiteta.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre A garagem é o acesso principal e guarda plantas e bicicletas.

A garagem é o acesso principal e guarda plantas e bicicletas. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Os amigos, comenta ela, ficam encantados com o resultado e dizem ser praticamente impossível perceber o que já existia e o que a moradora acrescentou à casa e ao décor, pois a sensação é de que tudo parece estar há anos no mesmo lugar, formando um apanhado que conta boas histórias da família.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre No banheiro das crianças, os azulejos foram pintados pela sogra de Patricia.

No banheiro das crianças, os azulejos foram pintados pela sogra de Patricia. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

“Na reforma, percebi que sou idealista, e não detalhista. Este é o meu mundo: sem frescuras e cheio de vida”, arremata Patricia.

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre O forro inclinado deixa a varanda acolhedora. Almofadas de linho e mantas da Trama Casa.

O forro inclinado deixa a varanda acolhedora. Almofadas de linho e mantas da Trama Casa. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Não faz tanto tempo que os moradores se mudaram, mas o clima acolhedor dá a ideia de que tudo está aqui desde sempre Pés de pitanga e jabuticaba crescem no quintal, onde há poltronas Paulistano de lona, assinadas por Paulo Mendes da Rocha. Os cestos e a manta são da Arquivo Contemporâneo.

Pés de pitanga e jabuticaba crescem no quintal, onde há poltronas Paulistano de lona, assinadas por Paulo Mendes da Rocha. Os cestos e a manta são da Arquivo Contemporâneo. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

 

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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