Casa de espírito livre em Santa Teresa

No alto de uma ladeira em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, um casal reformou este apê, de 95 m2, para viver cercado de peças com história

O sofá de lona cinza (Finish) ganhou almofadas estampadas, de estimação, e lisas (Trama Casa). Entre as obras de arte, bacia de Zemog e, ao lado, escultura Beijo, de Ricardo Siri. Kokedamas do Wabi-Sabi Ateliê. O sofá de lona cinza (Finish) ganhou almofadas estampadas, de estimação, e lisas (Trama Casa). Entre as obras de arte, bacia de Zemog e, ao lado, escultura Beijo, de Ricardo Siri. Kokedamas do Wabi-Sabi Ateliê.

O sofá de lona cinza (Finish) ganhou almofadas estampadas, de estimação, e lisas (Trama Casa). Entre as obras de arte, bacia de Zemog e, ao lado, escultura Beijo, de Ricardo Siri. Kokedamas do Wabi-Sabi Ateliê. (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

O arquiteto João Néri e a publicitária Tatiana Braga se conheceram ainda na escola. Namorados desde a adolescência, acumularam afinidades: adoram banho de cachoeira, viagens pelo mundo sem muita programação e cultuar um design simples, intuitivo e livre de excessos. Filho dos arquitetos Bel Lobo e Bob Néri, João não nega a genética. “Adoro o que faço. Virei fã do traço do japonês Sou Fujimoto e busco criar privilegiando o essencial”, conta. E essa filosofia inspirou o projeto do apê.

O predinho antigo e sem elevador foi descoberto por Bel e Bob numa visita ao artista plástico Zemog, que havia acabado de mudar para lá. Ficaram encantados com a vista incrível para a Baía de Guanabara e pediram que o amigo avisasse se aparecesse algo à venda. O imóvel vago surgiu bem na época em que João voltava de uma temporada em Barcelona. “Ele foi radical na reforma. Derrubou paredes, trocou esquadrias e refez a sacada, que tinha sido incorporada à sala pelo antigo morador”, explica Bel. A obra durou quatro anos. “Uma eternidade”, fala Tatiana. “Mas assim conseguimos juntar móveis, objetos e memórias. Saboreamos cada escolha e, quando entramos aqui, a casa já era um lar”, arremata.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

João criou uma parede-estante, com módulos de compensado de virola clareado. Nélia, a gata, descansa na mesa de jantar, comprada de segunda mão.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

O casal na varanda, recuperada na obra. “Desenhei todas as esquadrias de ferro preto”, diz ele.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

O escritório, no corredor, também foi encapado com compensado. Módulos suspensos Padaria, da M.o.o.c.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

A troca da janela da cozinha por este modelo de ferro preto foi essencial para dar um toque mais descolado ao ambiente. “Fizemos uma hortinha para aproveitar a luz natural”, conta Tatiana. Mudas e fores do Studio Lilly. A banqueta é da Etna.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Feita de concreto, a bancada onde Bel toma chá com o casal tem função de ilha e de fronteira informal entre os espaços.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

A estante da sala se estende até a cozinha e deixa os mantimentos à vista.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Na parede, o mapa japonês foi comprado numa viagem à Dinamarca. “Simplesmente amo tudo que vem do Japão”, conta João, que compartilha com a mãe o gosto por usar peças com história em casa.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

No quarto do casal, poltrona de madeira da M.o.o.c. Fotografas, desenhos e gravuras cercam a TV. “É uma composição de memórias. Tem de tudo”, conta Tatiana.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

A cadeira do designer Ricardo Graham Ferreira (O Ebanista) ganha destaque no corredor, junto à foto do Maracanã, que João guarda desde a adolescência.

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Manta, colcha de linho e almofadas da Trama Casa vestem a cama.  

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 (André Nazareth/Revista CASA CLAUDIA)

Uma porta de correr, dividida em três partes, fecha o quarto, que fica no fim do corredor, onde o cãozinho Circo faz pose. De um lado, o espaço é forrado de virola clareada e, do outro, de lâminas de vidro encontradas por Bel numa feira de antiguidades.

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