Casa em Salvador com um quê de vila italiana

No alto da encosta, a construção da década de 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos

No alto da encosta, a construção dos anos 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos O sofá (Casual) reina absoluto no living, repleto de obras de arte. Perto da janela, o cantinho mais intimista reúne poltronas Maggiolina (Básica Home) e mesa de pau-ferro com acabamento alto brilho. As arandelas de cristal Baccarat vieram de Paris.

O sofá (Casual) reina absoluto no living, repleto de obras de arte. Perto da janela, o cantinho mais intimista reúne poltronas Maggiolina (Básica Home) e mesa de pau-ferro com acabamento alto brilho. As arandelas de cristal Baccarat vieram de Paris. (Marcelo Negromonte/Revista CASA CLAUDIA)

Erguida nos anos 1950, a construção tinha um vista incrível, mas estava vazia e malcuidada. Para Marlon Gama, porém, isso não era problema. Ao contrário: ele se apaixonou mesmo assim e resolveu fazer daqui sua casa.

No alto da encosta, a construção dos anos 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos Com o redesenho da casa, o jardim de inverno se abre para a sala e deixa entrar a luz da manhã. A parede original serve de fundo à escultura de Ceschiatti e à mesa de jantar revestida de couro (Couro Bahia). A coleção de arte tem obras de Daniel Senise (à esq.) e Amilcar de Castro e fotos de Francisco Magalhães (à dir.).

Com o redesenho da casa, o jardim de inverno se abre para a sala e deixa entrar a luz da manhã. A parede original serve de fundo à escultura de Ceschiatti e à mesa de jantar revestida de couro (Couro Bahia). A coleção de arte tem obras de Daniel Senise (à esq.) e Amilcar de Castro e fotos de Francisco Magalhães (à dir.). (Marcelo Negromonte/Revista CASA CLAUDIA)

Com a expertise e o talento aprimorados em anos de profissão, o arquiteto enxergou em meio ao caos a inspiração para a reforma – e que reforma! Foram dois anos de quebradeira.

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No alto da encosta, a construção dos anos 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos Na cozinha, o piso preto e branco reforça o estilo clássico, que também define o banheiro, integrado à paisagem.

Na cozinha, o piso preto e branco reforça o estilo clássico, que também define o banheiro, integrado à paisagem. (Marcelo Negromonte/Revista CASA CLAUDIA)

Nesse período, Marlon colocou praticamente tudo abaixo, porém reaproveitou materiais como as esquadrias de madeira, renovadas com pintura preta, e os tijolos que formavam as paredes internas, agora usados no revestimento dos muros e no piso da área externa.

No alto da encosta, a construção dos anos 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos

 (Marcelo Negromonte/Revista CASA CLAUDIA)

Outros detalhes, embora sejam novos, também contam um pouco da história do lugar – as boiseries presentes em todo o living lembram a arquitetura original da casa de 750 m², quando as paredes tinham, além dessas molduras de madeira clássicas, lindos afrescos, que foram apagados com a passagem do tempo.

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No alto da encosta, a construção dos anos 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos A fachada valoriza as linhas retas e a simetria com arandelas de ferro do século 18 e vasos alinhados. Móveis da Kartell, com design de Philippe Starck, e piso de travertino romano bruto.

A fachada valoriza as linhas retas e a simetria com arandelas de ferro do século 18 e vasos alinhados. Móveis da Kartell, com design de Philippe Starck, e piso de travertino romano bruto. (Marcelo Negromonte/Revista CASA CLAUDIA)

A sofisticação se repete nos materiais, como mostra o piso de mármore. E no espaço ao ar livre, com sua atmosfera de terraço italiano. “Gosto de ter jardim, de andar com os pés descalços”, diz o morador, que não se prendeu a um estilo específico e preferiu montar cada cantinho aos poucos e do jeito que sonhava.

No alto da encosta, a construção dos anos 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos O piso de tijolos e o paisagismo com heras e trepadeiras dão ao terraço o charme das construções da costa da Itália.

O piso de tijolos e o paisagismo com heras e trepadeiras dão ao terraço o charme das construções da costa da Itália. (Marcelo Negromonte/Revista CASA CLAUDIA)

Em meio a esse charme todo, Marlon não deixou o desejo de compor ambientes práticos, fáceis de manter e bem aproveitados se perder. O mais frequentado deles fica junto à piscina: em volta da mesa, os amigos se reúnem para deliciosos fins de tarde com vista para o pôr do sol no mar da Baía de Todos os Santos.

No alto da encosta, a construção dos anos 50 é emoldurada na Baía de Todos os Santos

 (Marcelo Negromonte/Revista CASA CLAUDIA)

Veja também: HISTÓRIAS COM DESIGN – Ateliê Calu Fontes

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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