Casa na Serra da Mantiqueira onde se ouve o som do silêncio

Rodeada pela paisagem, que vez ou outra se esconde sob a neblina, esta casa de campo é um convite a esquecer o corre-corre diário e aproveitar a natureza

À esquerda, a manta com cinta de couro veio da Artefacto. À direita, o tapete do tipo soumak, acima da lareira, é do século 19. O cesto de folha de bananeira da região comporta providenciais mantinhas para os dias mais frios.

À esquerda, a manta com cinta de couro veio da Artefacto. À direita, o tapete do tipo soumak, acima da lareira, é do século 19. O cesto de folha de bananeira da região comporta providenciais mantinhas para os dias mais frios. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Cachos de glicínias enchem de roxo o jardim durante o inverno, enquanto a sete-léguas pinta o cenário de rosa ao longo do ano. É esse contato com a natureza e a chance de notar a chegada de cada estação pelas mudanças na paisagem o que mais encanta os donos desta casa na região de São Bento do Sapucaí (SP).

A consultora de moda Fabiana Corrêa na entrada da casa, decorada com tapete de pele, banco-baú de antiquário e cabide mineiro.

A consultora de moda Fabiana Corrêa na entrada da casa, decorada com tapete de pele, banco-baú de antiquário e cabide mineiro. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

“Amo ver a transformação na horta orgânica que plantamos e nas árvores ao redor”, diz a consultora de moda Fabiana Corrêa. O marido dela dá mais boas razões para pegar a estrada rumo à Serra da Mantiqueira. “Aqui conseguimos quebrar o ritmo e ficar em silêncio, respirar ar puro, observar as estrelas no deque, ver a Lua nascer”, complementa o médico Antônio Carlos de Souza Aranha.

À esquerda, a chaise-longue de palhinha dos anos 1940, de estilo art déco, ficou ainda mais convidativa com o pelego e a almofada de tricô. À direita, Antônio e Fabiana conversam em frente a um dos janelões com vista para a serra.

À esquerda, a chaise-longue de palhinha dos anos 1940, de estilo art déco, ficou ainda mais convidativa com o pelego e a almofada de tricô. À direita, Antônio e Fabiana conversam em frente a um dos janelões com vista para a serra. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Construída com pilares e vigas de eucalipto e paredes de tijolos coloridas com pigmentos naturais, a casa, de 525 metros quadrados, é obra do arquiteto Ernesto Tuneu. Os materiais, além de garantir o estilo rústico que a dupla queria, ajudam a tornar a casa quentinha e aconchegante.

Este armário de pínus, com portas verdes, é criação do arquiteto. As demais peças de decoração foram encontradas em antiquários e feiras. O centenário tapete tabriz iraniano apoia a mesinha com tampo de mármore, herança de família. O sofá com almofadas azuis veio da Entreposto.

Este armário de pínus, com portas verdes, é criação do arquiteto. As demais peças de decoração foram encontradas em antiquários e feiras. O centenário tapete tabriz iraniano apoia a mesinha com tampo de mármore, herança de família. O sofá com almofadas azuis veio da Entreposto. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

O décor mistura peças encontradas em antiquários e leilões, uma coleção de tapetes raros – que Antônio garimpa mundo afora –, e móveis desenhados pelo arquiteto, como um armário de pínus, colocado na sala de estar, usado para guardar louças inglesas, utensílios alemães de prata e objetos produzidos por artesãos locais. Repleta de afeto e história, a casa, mesmo grande, tem o clima de um chalé na montanha.

Um tapete do Mali colore o quarto (enxoval da Trousseau e almofada vermelha da Patterns & Colors). Criado-mudo do Depósito Santa Fé e abajur com cúpula de fibra de bananeira feita pelo artesão Miguel Gomes de Oliveira.

Um tapete do Mali colore o quarto (enxoval da Trousseau e almofada vermelha da Patterns & Colors). Criado-mudo do Depósito Santa Fé e abajur com cúpula de fibra de bananeira feita pelo artesão Miguel Gomes de Oliveira. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

Não por acaso, virou o local predileto para receber amigos, passar as férias ou simplesmente relaxar em frente à lareira ou na varanda aberta para a paisagem.

A trepadeira sete-léguas cobre o pergolado da varanda, onde uma boa pedida é admirar a paisagem – que às vezes some sob a névoa. Sobre a mesa de tronco de árvore, vaso de cerâmica da Loja Teo e bule trazido da Alemanha.

A trepadeira sete-léguas cobre o pergolado da varanda, onde uma boa pedida é admirar a paisagem – que às vezes some sob a névoa. Sobre a mesa de tronco de árvore, vaso de cerâmica da Loja Teo e bule trazido da Alemanha. (Marco Antonio/Revista CASA CLAUDIA)

VEJA TAMBÉM: 5 PASSOS 1 CANTINHO: Como montar 1 cantinho de inverno na área externa em 5 passos:

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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