Uma cabana para se desconectar do mundo

Localizada dentro de uma fazenda no interior de São Paulo, no alto de um morro e afastada do casarão principal, esta cabana é um verdadeiro refúgio.

Nos dias mais frios, o buraco isolado na grama acomoda o fogo de chão.

Nos dias mais frios, o buraco isolado na grama acomoda o fogo de chão. (Evelyn Müller/Revista CASA CLAUDIA)

Quando chegou a Catuçaba, distrito de São Luiz do Paraitinga (SP), o francês Emmanuel Rengade já vivia há sete anos no Brasil. Dono de uma pousada em Picinguaba, no litoral norte do estado, ele buscava um lugar no qual pudesse plantar os alimentos para abastecer a cozinha. Assim que topou com a fazenda de 200 alqueires à venda, no meio da Serra do Mar, ele logo percebeu o potencial do terreno para ser bem mais do que um local para cultivar hortaliças. Além de transformar o espaço no hotel Fazenda Catuçaba, aproveitando o casarão construído em 1850 (veja fotos na reportagem seguinte), Emmanuel dividiu a propriedade em 12 lotes, nos quais começou a erguer casas seguindo princípios ecológicos. As três primeiras já ficaram prontas, e uma delas virou o esconderijo para ficar com os filhos quando quer um pouco mais de sossego. “Geralmente, jantamos no casarão, e, depois, subimos o morro a pé. Vemos estrelas cadentes e sentimos a brisa da noite desde lá de baixo, guiados apenas pela luz da lua”, conta.

A caminhada termina na cabana de madeira em formato de cruz, moderna e bem quentinha. Segundo Felix, um dos filhos de Emmanuel, ela demarca no mapa da fazenda onde está o tesouro. Brincadeiras à parte, a Casa Cruz, como ficou conhecida, é mesmo preciosa. Situado num ponto estratégico pelo escritório uruguaio-brasileiro Mapa Arquitetura, o chalé de 45 m², autossustentável em termos de energia e água, oferece vista privilegiada de todos os ângulos e, em cada um deles, formas diferentes de interagir com a paisagem. É possível acordar com a lua se pondo atrás das curvas da Serra do Mar e, em seguida, tomar banho com o sol nascendo, do outro lado da construção. “As casas, chamadas de Minimods, são pré-fabricadas, feitas de módulos de 3 x 3 m, que podem ser montados em diversas configurações, conforme o relevo do terreno e o entorno”, explica Luciano Andrade, integrante do sexteto de arquitetos responsável pelo projeto. “Aqui, como estamos cercados de verde, optamos por instalar painéis de vidro em todas as faces”. A estrutura, feita inteira de pínus maciço, recebe tratamento para ficar exposta ao sol e à chuva na parte externa. Por ser claro, o material compõe a base ideal para o refúgio minimalista de Emmanuel. O décor inclui móveis dobráveis e leves, que remetem ao universo dos campings e podem ser usados tanto dentro como fora da cabana. “Mantemos aqui apenas o essencial, sem luxos, mas com conforto. Não precisamos de mais nada, a natureza se encarrega de todo o resto”, completa o morador.

Confira as fotos:

 (Divulgação/CASA CLAUDIA)

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